terça-feira, 17 de janeiro de 2012

luz de alma

A luz dos olhares fere a alma.

Fere como lança em brasa se mostra ódio.

Dói como uma espada que lenta se afunda

se nos dá ganas de amar, beijar.



Se nos lábios uma flor se divisa,

A vontade de colhe-la com um beijo

morde a língua para apagar o desejo

sentindo o sabor do fervente sangue.



Sonho, sonho, distância, bruma.

Para lá do entendimento, toda a mortificação.

Para lá do mundo, dos montes, dos rios...

Ou até da rua seguinte!



Embriaguez, inconsciente torpor,

adormecer, entrar no transe.

Suaves braços de Morfeu

soltando a vontade de Orfeu.



Flamejante olhar, lábios de flor...

Coração tremente, desejo que se nega,

se esconde do mundo tangente,

visível dos deuses que o negam.
Vicente de Sá, 2012

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