A luz dos olhares fere a alma.
Fere como lança em brasa se mostra ódio.
Dói como uma espada que lenta se afunda
se nos dá ganas de amar, beijar.
Se nos lábios uma flor se divisa,
A vontade de colhe-la com um beijo
morde a língua para apagar o desejo
sentindo o sabor do fervente sangue.
Sonho, sonho, distância, bruma.
Para lá do entendimento, toda a mortificação.
Para lá do mundo, dos montes, dos rios...
Ou até da rua seguinte!
Embriaguez, inconsciente torpor,
adormecer, entrar no transe.
Suaves braços de Morfeu
soltando a vontade de Orfeu.
Flamejante olhar, lábios de flor...
Coração tremente, desejo que se nega,
se esconde do mundo tangente,
visível dos deuses que o negam.
Vicente de Sá, 2012
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